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Notícias – Página: 52 – SSPM – Campo Novo do Parecis

Categoria Notícias

Policiais invadem Congresso Nacional em protesto contra reforma da Previdência.

Manifestantes que participavam de protesto de policiais civis de vários estados do País e do Distrito Federal invadiram a Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (18). Houve confusão e a área foi isolada pela Polícia Legislativa. Funcionários foram retirados de áreas do prédio e a imprensa que estava dentro do Congresso foi mantida no Salão Verde. O protesto, que começou pacífico em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, era contra a proposta de Reforma da Previdência.

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Vidros quebrados na chapelaria do Congresso Nacional após invasão de policiais ao prédio. Taciana Collet/RecordTV

Houve confronto entre a Polícia Legislativa e alguns manifestantes que conseguiram entrar no prédio. Vidros foram quebrados, spray de pimenta e bombas de efeito moral foram jogados. O número de manifestantes que invadiu o Congresso é incerto, mas segundo a Polícia Militar do DF cerca de 3.000 policiais participavam do protesto do lado de fora. Eles entraram pelo chapelaria, entrada no subsolo por onde chegam deputados, senadores, alguns funcionários e todos os visitantes. No Salão Negro, por onde entram as autoridades em solenidades após subirem a rampa externa, a polícia legislativa conseguiu conter os manifestantes.

Após a confusão, parte do grupo dirigiu-se à rampa do Congresso Nacional. Não há informações sobre feridos ou detidos. A segurança nas portarias foi reforçada e a circulação entre o Senado e a Câmara está restrita. Após o tumulto, um grupo de manifestantes entrou para uma reunião com o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Desde o final da manhã, o grupo formado por cerca de 3 mil policiais 320ad8q6ch43c17226mbo3g45civis, militares, guardas municipais, entre outros profissionais da segurança pública, posicionou-se em frente ao gramado do Congresso Nacional para protestar contra a proposta de reforma da Previdência. O texto original encaminhado pelo governo previa o fim da aposentadoria especial para a categoria.

O protesto foi organizado pela União de Policias do Brasil (UPB), que pretendia protocolar um pedido de retirada dos policiais da proposta de reforma do governo. De acordo com a assessoria da UPB, a entidade congrega 29 entidades de policiais, menos policiais militares. Ainda de acordo com UPB, A convocação do protesto para as 13h desta terça-feira, em frente ao Congresso Nacional foi no ato pelo “Dia de Luta pela Valorização do Profissional de Segurança Pública” e contra a PEC 287/16, a PEC da Previdência. Cinco políciais civis foram detidos pela Polícia Legislativa, mas já foram liberados. Participaram policiais da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Científica e civil do DF, MG, ES, SE e GO.

Fonte: R7

Relator amplia acesso à regra de transição da reforma da Previdência e reduz pedágio.

O relator da reforma na Previdência Social, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmou nesta terça-feira (11) que vai propor mudanças na chamada regra de transição para a aposentadoria. O anúncio foi feito após reunião no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer, ministros, líderes partidários e outros membros da comissão especial da Câmara que trata do assunto.

A proposta original do governo previa que somente homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 anos teriam acesso à regra de transição – o que, na prática, permite a aposentadoria antes dos 65 anos.

De acordo com Arthur Maia, agora qualquer trabalhador, de qualquer idade, poderá optar por entrar na regra de transição. Segundo a nova proposta, esse trabalhador poderá se aposentar mais cedo e, neste caso, receberá menos.

Ainda assim, dentro das regras de transição, haverá uma idade mínima para se aposentar, segundo o relator. Os cálculos ainda não foram detalhados, mas Arthur Maia afirmou que será aplicada uma fórmula considerando o tempo de contribuição e também o “pedágio” – tempo a mais que será acrescido (menor do que o formato atual de 50%).

O relator explicou que as idades mínimas serão fixadas abaixo de 65 anos para a aposentadoria daqueles que optarem pela regra de transição. Essas idades mínimas serão diferentes para homens e mulheres.

O presidente da comissão especial da reforma da Previdência, Carlos Marun (PMDB-MS), citou como exemplo que essa idade mínima, na regra de transição, poderia ser de 53 anos para mulheres e de 57 anos para homens.

Segundo Marun, a alternativa de flexibilizar a adesão à regra de transição e impor um limite para aposentadoria aos que não quiserem se submeter à nova reforma deve liberar os trabalhadores para fazer as próprias contas e escolher qual regime seria mais adequado.

“Para trabalhadores entre 29 e 31 anos, por exemplo, poderia não ser vantajoso aderir à transição. Aí, esses ficariam na regra geral. Vai depender de caso a caso”, explicou.

Na prática, a mudança cria duas regras: a geral, com aposentadoria aos 65 anos, e a de transição, para quem já contribui com a Previdência e não quer integrar a regra nova. Com o passar do tempo, a regra de transição vai progredindo até que as idades previstas para homens e mulheres se aposentarem alcançarem a idade da regra geral.

‘Pedágio’

Arthur Maia anunciou ainda que reduzirá o chamado “pedágio” que deve ser pago por quem aderir à regra de transição, mas não informou qual será o novo percentual.

Na proposta original, esse pedágio era de 50% sobre o tempo de contribuição que ainda falta para o trabalhador requerer a aposentadoria. Por exemplo: um trabalhador, que se encaixava na regra de transição e que precisaria ainda contribuir por 10 anos, teria, portanto, que contribuir por 15 (corresponde a 10 mais 50% do “pedágio”) para ter direito ao benefício.

Negociações no Congresso

Segundo Arthur Maia, após o anúncio dessas alterações na proposta inicial do governo para a reforma da Previdência, a receptividade dos parlamentares aumentou. “Vamos organizar uma votação que possa proporcionar aprovação da PEC no plenário.”

“Todos os líderes presentes na reunião nos autorizaram a dizer que, diante das alterações, encaminharão nas suas bancadas a favor da aprovação do relatório”, afirmou Arthur Maia.

A expectativa do presidente da comissão especial, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), é que o relatório de Arthur Maia seja discutido e aprovado até o fim do mês na comissão.

Considerando a previsão de esvaziamento da Câmara na semana do feriado de Tiradentes, a intenção é levar o tema para discussão no dia 25 de abril e aprovar o relatório até o dia 28.

Mais cedo, o presidente Michel Temer afirmou que busca a aprovação da reforma por meio do diálogo e que acredita no convencimento dos parlamentares, porque a mudança no sistema previdenciário é uma necessidade.

Administração de Campo Novo do Parecis alega que aprovação do PCCV de Servidores Públicos é a causa de inercia de gestão.

O Prefeito de Campo Novo do Parecis, Rafael Machado (PSD), declarou que a nova administração joga a culpa dos assuntos que têm dificuldade de resolver na aprovação do PCCV. A afirmação é uma resposta do secretário de Finanças do município, Jaime Ott, que afirmou que após a implantação do PCCV os gastos com a folha de pagamento de fevereiro subiu para 13,3%, fechando o mês de março em 10,48%, aumentando as despesas com a folha de pagamento em R$ 1,7 milhões de reais.

O prefeito passou boa parte da coletiva enfatizando as ações de aprovação do PCCV e disse não se arrepender de propor a revogação da Lei que segundo ele traria dificuldades financeiras a Campo Novo do Parecis.

Após a apresentação dos resultados, o secretário Jaime Ott, lembrou do estudo de impacto do (PCCV). O número do impacto anual seria de aproximadamente R$ 2,6 milhões de reais, contudo em apenas três meses, esse número está próximo de ser batido.

Os números apresentados na coletiva de imprensa são bastante genéricos e amplos, pois se fundamentou em números que retrata gastos apenas com servidores públicos e não apresenta, quais os gastos que estão sendo considerados, junto a folha de pagamento para se chegar ao percentual de 61% do orçamento. O aumento apresentado pelo secretário não esclarece os aumentos com serviços terceirizados do município e principalmente com nomeação de novos cargos de confiança da atual administração.

Exemplo disto foi o resultado de pregão apresentado pela prefeitura de Campo Novo do Parecis em 22 de março de 2017, com o resultado de Pregão 013/2017 que apresenta gastos com serviços de Recuperação de Dependentes Químicos da Associação de Intervenção e Reabilitação de Dependentes Químicos “Liberdade” no valor de total de R$ 1.076.100,00 (um milhão e setenta e seis mil e cem reais) e a Empresa “Rosa de Saron” Centro de tratamento Feminino Eireli – ME no valor de R$ 754.500,00 (setecentos e cinquenta e quatro mil e quinhentos reais).

Este é apenas um de muitos contratos de terceirização celebrados pelo município, neste primeiros 100 dias de Gestão. O secretário, Jaime Ott ressaltou que não houve aumento no número de servidores, contudo o secretário não apresentou detalhadamente o que se considera como gastos com pessoal.

Fonte: Gazetamt.net

Área externa do SSPM ganha bancos em madeira de Itaúba.

O jardim da sede do SSPM ficou ainda mais aprazível com a chegada dos bancos  de madeira que acabaram de ser entregues. Dessa forma, os servidores e visitantes quando vierem ao sindicato poderão desfrutar de um local agradável para colocar o “papo em dia” e tomar aquele tereré. Os bancos são de madeira Itaúba e revestidos com verniz acetinado que é indicado para portas, portões, janelas, esquadrias, cercas, lambris, casas pré-fabricadas de madeira, móveis de madeira para jardins e madeiras decorativas em geral. A Itaúba, é uma madeira considerada muito resistente ao ataque de organismos xilófagos (fungos apodrecedores) e cupins. O belíssimo trabalho foi realizado pela a equipe da Móveis Ruama (65) 99607-4427.

 

 

Vereadores de Campo Novo do Parecis foram à Brasília entregar abaixo-assinados.

A luta para que a proposta de emenda à constituição número 287 seja barrada no congresso nacional, continua. Após a manifestação do dia 15 de março passado aqui na cidade de Campo Novo do Parecis, vários abaixo assinados foram distribuídos em locais estratégicos com um único objetivo: Conseguir o maior número de assinaturas possíveis. Uma maneira clara e objetiva da população camponovense externar toda a sua insatisfação com a Reforma da Previdência. Os vereadores Dionardo Mendes (SD) e Gilberto Vieira (PMB), estiveram na capital federal no último dia 4. Eles tiveram a missão de levar até a Comissão Especial da Câmara, as mais de três mil [3.070], que representam o repúdio de cada cidadão, servidor ou não. “Cremos que todo esforço realizado até aqui não foi e não será em vão” – disse Dionardo em visita a sede do SSPM no início desta tarde.

Rodrigo Maia diz que reforma trabalhista deve ser aprovada no dia 19.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu nesta quarta-feira (5) a aprovação da reforma trabalhista (PL 6787/16) em 19 de abril, daqui a duas semanas. O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator do projeto, já adiantou que apresentará seu parecer à comissão especial na próxima quarta-feira (12).

“Este é o caminho que o Brasil precisa trilhar para crescer já no final deste ano, aprovando as reformas. Vamos aprovar a reforma trabalhista no dia 19 de abril”, afirmou Maia.

A proposta atualmente tramita em caráter conclusivo e, se aprovada na comissão especial, segue diretamente para o Senado. Mas o projeto pode ser analisado pelo Plenário da Câmara caso haja recurso de, pelo menos 51 deputados, ou aprovação de requerimento para tramitação em regime de urgência.

Segundo Marinho, o relatório não vai abrir mão de garantir a prevalência de acordos e convenções coletivos entre patrões e empregados sobre a legislação, como prevê o texto. Para o presidente do colegiado, deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), a reforma não retira nenhum direito dos trabalhadores.

“Os direitos estão garantidos constitucionalmente. Este é um projeto de lei, não emenda à Constituição. Portanto, não é possível retirar direitos”, disse.

Crítica

Já para os participantes da penúltima audiência pública da Comissão Especial da Reforma Trabalhista, nesta quarta, a proposta do Executivo acaba com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-lei 5.452/43).

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Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.

Presidente nacional do PDT, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi disse que o projeto reflete a ótica do patronato. “Reforma é conversa para boi dormir. Isso aqui é puramente retirar direitos.”

Segundo Lupi, as mudanças vão gerar uma mobilização contrária da sociedade. “A população vai chegar ao seu limite porque a miséria e a fome tornam o ser humano irracional”, disse. O ex-ministro afirmou ainda que, em momentos de crise, o Estado deveria garantir os direitos de trabalhadores e aposentados, e não reduzi-los.

“Esta reforma acaba com a legislação trabalhista. Precisamos modernizar a CLT sim, mas nunca partindo da premissa de retirada de direitos.”

Mulheres

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Tatau Godinho

Para Tatau Godinho, ex-secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres do Ministério da Justiça, a reforma vai prejudicar em especial as trabalhadoras. “As discussões sobre direito de trabalho são centrais. “Os setores de comércio e serviço são onde se concentra a força de trabalho feminina no Brasil, e eles defendem a flexibilidade”, disse.

A liberdade de negociação sem amarras claras de legislação que define direitos é pior para categorias e setores menos privilegiados, avaliou.

Tatau Godinho disse também que mudanças da proposta em relação ao trabalho em tempo parcial e ao trabalho temporário vão gerar diminuição de empregos com jornada integral e por tempo indeterminado. Ela citou estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em que europeus afirmaram estar em empregos temporários ou com jornada parcial não por escolha, mas por necessidade. “As mulheres estão em áreas de trabalho precário, de tempo parcial.”

Fonte: Notícias ao minuto

Sede do SSPM terá em breve área de lazer com direito a piscina.

Uma das mais belas sedes do nosso Estado, e não somente pela a arquitetura moderna e o pátio adornado com plantas decorativas e lindas palmeiras, mas pelos detalhes distribuídos em cada metro quadrado, exatamente 13.500 m² de área construída. Grande parte dos associados e também aqueles que visitam o SSPM tem a mesma opinião sobre a beleza e a organização desta sede. Existente desde o ano de 2007, o local vêm passando por constantes modificações, e para melhor! Veja como ficará a área de lazer onde estará localizada a futura lanchonete e a piscina com  25 metros de extensão:

Diretoria se reuniu para prestação de contas.

Os membros da diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipal se reuniram no final da tarde desta terça-feira, 28, para prestação de contas. Na reunião [que acontece bimestralmente] foram tratados diversos assuntos dentre os quais as obras e benfeitorias previstas para este ano de 2017, onde os servidores poderão desfrutar de cada uma delas como já acontece com as reformas e modificações realizadas até o presente momento. Na reunião compareceram: Jerusa Pinto Pinheiro (Presidente),  Cleide Vieira Batista (Secretária), Gomercindo de França (Tesoureiro), Cosme Nunes Rodrigues e Elisandra Barbosa da Silva (Conselho Fiscal) e Flavina Baia Batista (Suplente).

Lei da Magistratura viabiliza salto salarial e pacote de benesses.

Os ministros do STF encerraram à meia-noite, por meio eletrônico, a votação do texto base da nova Loman (Lei Orgânica da Magistratura).

Com isso, a corte pode votar nesta quarta-feira, em sessão administrativa, os itens que foram destacados por ministros.

Na corte, os críticos da nova Loman dizem que ela seria um abuso até mesmo para a realidade econômica da Suécia, uma vez que penduricalhos, gratificações, verbas extras e toda forma possível de aumentar salário foram incluídos na proposta.

Pelo texto, haverá casos em que juízes poderão mais do que dobrar seus vencimentos.

Há auxílios para creche, educação, capacitação, saúde, moradia, gratificações para exercer funções, por tempo de serviço, para quem vai estudar no exterior, espécies de 13 e 14 salário para quem julga mais processos do que recebe… E por aí vai.

Além disso, há a possibilidade de enfraquecimento do CNJ e de sua capacidade de punir magistrados.

Após a votação do texto final pelo STF, a matéria ainda precisa ser enviada ao Congresso para apreciação dos parlamentares.

Fonte: Veja.com

Centrais se reúnem para marcar greve geral e discutir veto a projeto.

Dirigentes das centrais sindicais se reunirão na próxima segunda-feira (27), na sede da UGT, em São Paulo, para definir os próximos passos contra as reformas trabalhista e da Previdência, com o ingrediente extra do projeto da terceirização (aprovado ontem na Câmara). O objetivo é marcar a data de uma greve geral, em abril.

Na primeira avaliação, feita hoje, em Brasília, no escritório da UGT, com a presença de representantes de sete centrais e do diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, os sindicalistas concluíram que as mobilizações dos dias 8 e 15 tiveram alguma influência, a ponto de o Projeto de Lei 4.302 ter sido aprovado com uma votação apertada. Eles acreditam que, apesar da maioria governista,  isso também terá impacto na discussão das reformas. Sobre o PL da terceirização, os dirigentes vão pedir que o presidente Michel Temer vete o texto, mas também avaliam recorrer à Justiça.

“Ainda não está descartada a possibilidade de uma negociação com o governo”, diz o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. Ele lembra que ainda haverá votação, no Senado, do PLC 30, o PL 4.330 aprovado em 2015 na Câmara, que também trata de terceirização. Com os dois projetos aprovados, os sindicalistas poderiam tentar vetos em alguns pontos.

“O presidente tem a caneta na mão. Não podemos descartar essa possibilidade”, afirma Juruna, para quem, no entanto, é importante apostar na mobilização. “Precisamos deixar claro à população que as mudanças dependem de cada um.”

“A pressão sinaliza que é esse o caminho para barrar o retrocesso”, diz o presidente da CTB, Adilson Araújo. “A greve geral é primordial. Mais do que nunca, passa a ser uma realidade”, acrescenta. “Se o povo não for pra rua, as consequências dessa medida serão dramáticas”, acrescenta, sem apostar, pelo menos neste momento, na estratégia dos vetos presidenciais. “Ambos (os projetos 4.302 e 4.330) são perversos, sintetizam a intenção do governo, que é aumentar a jornada, baixar salário, instituir o trabalho análogo à escravidão”, afirma Adilson, chamando a gestão Temer de “governo Casas Bahia”: “Quer liquidar tudo”.

Para o sindicalista, o governo faz uma política “burra”, na medida em que tende a arrecadar menos com a queda na renda do trabalho. E chama de “falacioso” o discurso de que a economia está retomando a rota do crescimento. “Isso não se resolve com liberação de conta inativa e com Refis (perdão de dívidas)”, rebate, vendo no Brasil uma situação parecida com a Europa, que enfrentou políticas de austeridade ditadas pela chamada Troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central e União Europeia), com resultados nocivos ao trabalho: “Você viu o que deu”.

O secretário-geral da CSB, Álvaro Egea, avalia que o governo, com o PL da terceirização mais as reformas, apresenta um “projeto de poder para o ano que vem”, com sinalização ao mercado. “Esse projeto foi tirado da gaveta por iniciativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que deu a senha para o governo. É extremamente favorável ao empresariado, arrebenta a CLT e impõe uma selvageria nas relações de trabalho.” E, ao contrário do anunciado, aumentará o número de ações na Justiça do Trabalho, aponta.

Ele acredita que a votação de ontem aumentará a pressão e a rejeição aos projetos de reforma. “A terceirização é odiada pelo povo, pelo trabalhador. Todos estão estarrecidos com a votação de ontem, com o nível de descompromisso (dos parlamentares)”, afirma Álvaro. “Queremos que o governo abra uma negociação séria e honesta com as centrais sindicais.”

Fonte: Rede Brasil Atual